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1974: Ano da Liberdade e deste Alfa Romeo Zagato que celebra um 3º lugar

Em comum têm o surgimento em 1974 e o vermelho vivo, vermelho da paixão, da garra e da determinação. Neste dia 25 de abril, em que se celebram os 49 anos da Revolução dos Cravos, falamos sobre um automóvel clássico que, tal como a revolução, tem 49 anos de conquistas e irreverência.


A revolução de abril fez-se de homens e mulheres que ousaram resistir e persistir nas suas ambições de liberdade. Características que também se aplicam a este clássico emblemático, único, no verdadeiro sentido da palavra, pois, de 1000 exemplares produzidos, este é o mais antigo ainda existente ao nível mundial. Resiste à passagem do tempo e às intempéries da estrada, mesmo sujeito a grandes desafios.

Este Alfa Romeo SZ (Sprint Zagato) 1600, bem poderia ser uma peça de museu, mas ainda não se aposentou, pois continua a fazer história e a ser celebrado como carro desportivo de alto desempenho pelas mãos de Miguel Menezes, o piloto que o faz brilhar em ralis de clássicos, e não só.


Este piloto de 59 anos, fundador e ex-presidente do Clube Alfa Romeo, dedica-se agora especialmente às provas de rally de clássicos, que assumiram um caráter mais competitivo e com expetativas mais elevadas à medida que os bons resultados foram surgindo.

Em 2022, primeiro ano em que participou na ACP Clássicos Cup, já com 10 anos de experiência em provas deste género, Miguel Menezes e o seu navegador Rui Martins (Rui Martini) conseguiram um 5º lugar na classificação geral e 2º lugar na categoria G, resultados que superaram as expetativas.


Neste ano de 2023, a chama da competição volta a flamejar com o regresso às provas. A primeira do ano realizou-se no passado sábado, 22 de abril, com a realização das 500 Milhas ACP.


Esta prova revelou-se altamente competitiva, para além da exigência dos 740 km percorridos em cerca de 16 horas de condução intensa, entre Faro e Chaves.


Pela Nacional 2, as equipas percorreram o país de uma ponta à outra, com a primeira partida às 6h01 da manhã e chegada dos primeiros concorrentes às 21h55.

Miguel Menezes conta aos Clássicos Portugal que, na paragem para o almoço, estavam em 9º/12º lugar na classificação e que ponderou abandonar a prova. Mas, persistindo, a reviravolta começou a desenhar-se pela tarde dentro e, ao cair da noite, a recuperação estava consumada.


À noite, a diferença faz-se, sobretudo, pela qualidade do navegador, pelos faróis e pela disposição para correr riscos, defendeu o piloto.


Esta prova de regularidade história acabaria mesmo por ser disputada ao segundo e foi, precisamente, a diferença de 2 segundos que ditou o 3º lugar na categoria G para a equipa liderada por Miguel Menezes.


Esta primeira prova da competição terminou assim com uma agradável surpresa e aguçando a curiosidade para as próximas, que se adivinham também bastante competitivas.

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